O relógio marcava 8h12 quando Júlia chegou à redação. O ar da manhã ainda trazia um frio leve, desses que anunciam a chegada do inverno, e o café forte na caneca da recepcionista parecia um convite para começar o dia. As luzes brancas, o som dos teclados e o vaivém apressado de jornalistas davam ao ambiente um ritmo próprio, quase como um coração batendo fora do peito.
Júlia estava diferente. O cabelo, antes solto, agora vivia preso em um coque improvisado. O olhar, que costumava se perder nas