A noite em Nova Petrópolis passava devagar. O vento frio que vinha das montanhas tocava a janela do quarto, batendo de leve, como se quisesse entrar, mas soubesse que ali dentro havia algo frágil demais para ser tocado. Júlia estava sentada na cama, os joelhos encostados no peito, a toalha ainda envolvida no corpo como se fosse uma armadura improvisada contra o mundo.
Ela tinha passado tanto tempo tentando ser forte que agora, quando finalmente estava sozinha, tudo desabava.
O celular estava ao