Três anos depois da partida de Guilherme, Júlia acreditava que tinha aprendido a respirar de novo.
Não era verdade, mas ela achava que era.
O tempo não cura — ele só organiza a dor para que ela caiba em lugares onde possamos escondê-la quando precisamos continuar vivendo.
E Júlia continuou.
Aprendeu a dormir sem esperar uma mensagem.
Aprendeu a olhar o celular sem sentir o coração socar o peito.
Aprendeu a rir de novo, mesmo que algumas risadas fossem apenas para o mundo, não para ela.
Mas dent