A rua estava quase deserta quando Júlia estacionou o carro em frente ao prédio.
O relógio no painel marcava 23h47.
A cidade parecia adormecida — mas o coração dela não.
Subiu as escadas devagar, cada passo pesado, como se o corpo soubesse que algo estava prestes a acontecer. Quando colocou a chave na fechadura, respirou fundo, tentando organizar pensamentos que simplesmente não queriam se deixar organizar.
A porta se abriu.
Marcos estava sentado no sofá da sala, sem televisão ligada, sem música