O vento daquela noite tinha gosto de lembrança.
Soprava do sul, frio, com um leve cheiro de terra úmida e de tudo o que o tempo insiste em não levar embora.
Guilherme estava parado na varanda da pousada, o copo de uísque na mão esquerda e o celular na direita.
O som baixo do rádio velho que o dono do lugar deixava na cozinha atravessava as paredes e chegava até ele, junto com a voz rouca de Alexandre Pires cantando “Depois do Prazer.”
“Tô fazendo amor com outra pessoa…
Mas meu coração vai ser p