O silêncio que se instalou entre Júlia e Marcos não era apenas silêncio — era uma sala inteira respirando junto, esperando a próxima palavra, como se qualquer movimento pudesse desmoronar o que restava entre eles.
Júlia sentiu o ar pesado, quase visível. As paredes da sala pareciam menores, mais próximas, como se a casa estivesse escutando.
Marcos continuava ali, sentado à frente dela, as mãos unidas, os dedos entrelaçados tão forte que os nós estavam brancos. Seus olhos não fugiam dos dela. Ma