Amanda havia chamado um táxi na saída do show. Entraram caladas, cada uma mergulhada nas próprias tempestades. O motorista seguia pela avenida iluminada, as luzes de São Paulo refletindo nos vidros como constelações dispersas. No rádio, tocava alguma música suave, mas nenhuma das duas parecia realmente ouvir. A vibração do show ainda pulsava nas ruas — gente saindo, rindo, comentando seus momentos favoritos da noite. Porém, dentro daquele táxi… era outro mundo.
Júlia estava olhando pela janela,