A sexta-feira amanheceu com o céu de um azul límpido, daqueles que parecem anunciar que algo vai acontecer. Não bom ou ruim — apenas inevitável.
Júlia acordou antes do despertador.
Tomou banho devagar, como quem tenta lavar pensamentos.
Mas eles voltavam, insistentes, como mar batendo pedra.
Marcos ainda dormia.
O rosto tranquilo.
O corpo aquecido pelo cobertor.
Ela observou por um instante — talvez longo demais — e sentiu o coração apertar.
Não era culpa.
Era luto pelo que ela não sabia se est