Capítulo 84, O som do desespero.
(Visão de Eduardo)
O silêncio do galpão tem um som.
É o som da minha respiração acelerada, o eco dos meus passos batendo no chão frio e o peso insuportável de um medo que grita por dentro.
As sirenes da ambulância ainda ecoam lá fora, afastando-se com Alyce dentro — viva, fraca, mas viva.
Eu mesmo a tirei daquela cadeira, os pulsos dela marcados pelas cordas, o corpo gelado e o rosto molhado de lágrimas. Quando os olhos dela se abriram e ela sussurrou “Titia Lua veio pra me salvar do homem mau”