– Eduardo
Há silêncios que gritam.
E há dias em que o grito é o primeiro som que o coração entende.
Acordei com uma sensação estranha — aquela ausência que o corpo reconhece antes mesmo da mente, um aperto no peito horrível que me sufocava.
A cama estava fria do meu lado.
Estendi a mão, e o vazio respondeu.
— Lua? — chamei, ainda meio sonolento.
Nada.
Apenas o som distante da chuva batendo nas janelas da casa.
Pisquei algumas vezes, tentando afastar a confusão, mas o peito já sabia: alguma cois