Capítulo 148, Água, promessas e bagunça.
— Visão de Lua.
Eu achei que, depois de tudo o que a gente viveu, organizar um batizado seria fácil.
Ingênua.
Muito ingênua.
O batizado da Ester e do Victor tinha virado, na minha cabeça, mais do que um ritual religioso. Era um marco. Um símbolo silencioso de tudo o que quase perdemos… e de tudo o que ficou.
Dois bebês. Duas histórias atravessadas pela dor. Duas vidas que sobreviveram quando nada parecia garantido.
E, claro, eu queria que fosse perfeito.
— Lua, você não acha que isso já está bom? — Eduardo perguntou, olhando a mesa da sala coberta de lembrancinhas, laços, convites e um bolo fake que eu ainda nem tinha decidido se ia usar.
— Não — respondi automática. — Falta alguma coisa.
— Sempre falta alguma coisa — ele murmurou, rindo.
Ester estava no carrinho, balbuciando sons que pareciam reclamações formais contra a humanidade. Sol estava sentada no chão, com uma caixa de fitas douradas, completamente concentrada.
O que, vindo da Sol, nunca é um bom sinal.
— Sol… — chamei com cu