Mundo ficciónIniciar sesiónO que começa como um acordo… termina em guerra. Helena jamais imaginou que sua vida se cruzaria com a de Lorenzo de forma tão intensa — e muito menos que aceitaria fazer parte de um contrato que mudaria tudo. O que deveria ser apenas um acordo sem sentimentos rapidamente se transforma em algo mais profundo, mais perigoso… e impossível de controlar. Mas por trás de Lorenzo existe um passado sombrio. Um homem poderoso. Frio. Calculista. Capaz de tudo para manter o controle. Seu próprio pai. Quando Helena descobre que o acidente que marcou sua vida não foi obra do acaso, mas parte de um jogo cruel, tudo muda. A verdade destrói. A confiança se quebra. E o amor se torna a maior fraqueza. Entre mentiras, manipulações e perdas irreparáveis, Helena e Lorenzo se veem presos em um jogo onde fugir não é mais uma opção. E quando a guerra começa… Só existe uma escolha: Lutar. Porque alguns contratos não podem ser quebrados. E alguns sentimentos… Custam tudo. Eles começaram com um contrato… mas vão sobreviver quando o coração entrar no jogo?
Leer másO cheiro de desinfetante do hospital já fazia parte da rotina de Helena.
Ela estava sentada na cadeira dura do corredor havia horas, observando a porta da UTI como se pudesse atravessá-la apenas com a força do pensamento. A mãe sempre fora sua base, sua segurança, sua única família de verdade. Ver aquela mulher forte e sorridente agora frágil em uma cama de hospital era algo que partia seu coração em silêncio. O médico tinha sido claro: a cirurgia precisava ser feita o quanto antes. E o valor era alto demais. Helena trabalhava como atendente durante o dia e fazia faxinas aos finais de semana. Mesmo juntando cada centavo, levaria anos para conseguir aquela quantia. Anos que sua mãe não tinha. Ela segurou a mão dela com cuidado. — Filha… — a mãe murmurou, com a voz fraca. — Não faça nenhuma loucura por mim. Helena forçou um sorriso que não sentia. — Eu nunca faria loucura, mãe. Só… soluções. Mas por dentro, o desespero crescia. Naquela noite, já em casa, Helena estava revisando contas espalhadas pela pequena mesa da cozinha quando o telefone tocou. O número era desconhecido. — Alô? — Senhorita Helena Duarte? — a voz masculina era formal, controlada. — Falo em nome do senhor Lorenzo Albuquerque. Ele gostaria de fazer uma proposta. Helena franziu a testa. — Proposta de quê? — De casamento. O silêncio tomou conta da cozinha. Ela quase riu, achando que era uma brincadeira de mau gosto. — Desculpa, acho que ligou errado. — Não houve erro. O senhor Lorenzo tem conhecimento da situação financeira da senhora. A proposta envolve uma compensação suficiente para cobrir todas as despesas médicas da sua mãe. O coração dela disparou. — Como ele sabe sobre isso? — O senhor Lorenzo é um homem bem informado. Dois dias depois, Helena entrou no prédio mais luxuoso que já tinha visto. O elevador espelhado refletia sua imagem simples demais para aquele ambiente sofisticado. Quando as portas se abriram, ela o viu. Lorenzo Albuquerque estava de pé diante da janela panorâmica, observando a cidade como se ela fosse parte de sua propriedade. Terno escuro perfeitamente alinhado, postura firme, presença dominante. Ele virou-se lentamente. Os olhos escuros analisaram Helena da cabeça aos pés, não com desejo, mas com avaliação. — Senhorita Duarte. — Senhor Albuquerque. Ele indicou a cadeira à frente da mesa de vidro. — Vou ser direto. Preciso me casar imediatamente para assumir oficialmente a presidência da empresa da minha família. O conselho exige estabilidade na imagem pública. Helena piscou, tentando acompanhar. — E por que eu? — Porque você não pertence ao meu meio social. Não está envolvida com escândalos. E, principalmente… porque precisa de dinheiro. A franqueza dele a atingiu como um tapa. — O que exatamente está propondo? Ele abriu uma pasta elegante e deslizou um documento na direção dela. — Um contrato de casamento com duração de um ano. Aparência de união estável, participação em eventos sociais, convivência sob o mesmo teto. Em troca, eu pagarei integralmente a cirurgia da sua mãe, despesas hospitalares e depositarei uma quantia considerável em sua conta ao final do contrato. Helena sentiu o mundo girar. — E… sentimentos? Ele sustentou o olhar dela sem piscar. — Não fazem parte do acordo. O silêncio entre os dois ficou denso. Era absurdo. Frio. Calculado. Mas a imagem da mãe deitada na cama do hospital atravessou seus pensamentos como uma lâmina. — E depois de um ano? — Divórcio discreto. Cada um segue sua vida. Sem escândalos. Helena respirou fundo. Aquilo não era um conto de fadas. Era um negócio. Um negócio que poderia salvar a única pessoa que ela amava no mundo. — Por que eu sinto que isso é mais arriscado do que parece? — ela perguntou, quase num sussurro. Pela primeira vez, algo diferente brilhou nos olhos dele. — Porque é. A sinceridade inesperada a desarmou. Helena olhou novamente para o contrato. Um ano. Apenas um ano. Ela já tinha enfrentado dificuldades piores. Poderia suportar aquilo. Pegou a caneta com a mão levemente trêmula. — Se eu aceitar… a cirurgia é paga imediatamente? — Sim. Ela fechou os olhos por um segundo. — Então eu aceito. Assinou. O som da caneta no papel ecoou mais alto do que deveria. Quando levantou o olhar, Lorenzo a observava de maneira diferente. Não como uma desconhecida. Mas como alguém que acabara de entrar oficialmente em sua vida. — Bem-vinda ao meu mundo, Helena. E, naquele instante, ela não sabia se tinha acabado de salvar a mãe… Ou condenado o próprio coração.A escuridão da sala parecia viva. Helena abriu os olhos lentamente, tentando se acostumar à pouca luz que entrava por uma pequena janela próxima ao teto. Sua cabeça ainda doía. O braço ferido queimava. Mas nada daquilo se comparava à angústia que sentia por não saber onde Lorenzo estava. Ela se levantou devagar. As pernas estavam fracas, mas a determinação permanecia intacta. Caminhou pelo pequeno cômodo. Uma cama. Uma mesa. Uma porta de metal. Nada mais. Aquilo não era apenas uma prisão. Era uma mensagem. Queriam que ela se sentisse impotente. Sozinha. Quebrada. Mas Helena não era mais a mesma mulher que havia assinado aquele contrato meses atrás. Ela havia sobrevivido a perdas, traições e guerras. Não seria aquela sala que a destruiria. O som da fechadura girando chamou sua atenção. A porta se abriu. Um homem entrou carregando uma bandeja. Sem dizer uma palavra, colocou a comida sobre a mesa. — Onde está Lorenzo? — perguntou Helena. O homem permaneceu em sil
O ar dentro do prédio parecia desaparecer a cada segundo.Helena ainda sentia o impacto do disparo, a dor pulsando no braço, quente, insistente… mas não paralisante.Ainda não.Lorenzo estava à frente dela, tentando manter distância dos homens que se aproximavam.— Fica atrás de mim! — gritou ele.— Eu não vou recuar! — respondeu Helena, firme, mesmo com a respiração irregular.Mas a realidade era clara.Eles estavam cercados.Sem saída.Sem vantagem.E pior…Sem plano.O som dos passos ecoava pelo espaço fechado.Lento.Controlado.A mesma presença de antes.A mesma voz.Agora mais próxima.— Eu avisei…O tom era calmo.Quase paciente.— Vocês vieram rápido demais.Helena tentou localizar a origem.Nada.Somente sombras.— Mostra a cara! — gritou Lorenzo.Um leve riso ecoou.— Ainda não.Outro passo.Mais próximo.— Primeiro… eu quero ver até onde vocês aguentam.O coração de Helena disparou.E então—Movimento.Rápido.Homens avançaram.Dessa vez, sem hesitação.Lorenzo reagiu.Golp
A noite estava silenciosa demais.E isso nunca era um bom sinal.O carro parou a alguns metros do local indicado.Luzes baixas.Movimento mínimo.Helena observava pela janela, analisando cada detalhe.Um prédio comum.Discreto.Sem nada que chamasse atenção.Mas eles já sabiam.Era ali.Um dos pontos de operação de Orion.— Lembra do plano — disse Adrian, com a voz firme. — Entrar, coletar e sair.Lorenzo assentiu.— Sem confronto direto.Helena completou:— Só se for necessário.O silêncio confirmou.— Qualquer erro… — começou Adrian.— A gente não erra — interrompeu Helena.O olhar dela estava firme.Decidido.Ele apenas assentiu.— Boa sorte.Eles saíram do carro.O ar frio da noite bateu no rosto.Mas não diminuiu a tensão.Cada passo em direção ao prédio parecia mais pesado.Mais real.Mais perigoso.— Entrada lateral — murmurou Lorenzo.Helena concordou com um leve gesto.Eles se moveram nas sombras.Evitaram iluminação direta.Silenciosos.Precisos.Até chegarem à porta.Fechad
O ambiente dentro da base era diferente de tudo que Helena já tinha visto.Não era apenas organização.Era estratégia.Cada pessoa ali parecia saber exatamente o que fazer, para onde ir, o que observar. Não havia hesitação. Não havia distração.Só foco.Helena caminhava lentamente, observando tudo ao redor.Telas exibindo dados em tempo real.Mapas marcados com pontos estratégicos.Nomes sendo analisados.E, no centro de tudo…Orion.O símbolo aparecia em mais de um lugar.Discreto.Mas constante.— Vocês não têm muito tempo — disse a mulher que os recebeu, caminhando ao lado deles.— Tempo pra quê? — perguntou Lorenzo.Ela olhou diretamente para frente.— Pra se adaptar.O tom era sério.Sem espaço para dúvida.— Porque, a partir de agora, vocês não são mais civis.O ar ficou pesado.— Vocês são alvos ativos.Helena absorveu aquilo sem desviar o olhar.— E como a gente deixa de ser alvo?A mulher respondeu:— Virando ameaça.O silêncio respondeu por si só.Adrian surgiu ao lado deles





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