Mundo de ficçãoIniciar sessãoSe você quiser usar essa sinopse maravilhosa para atrair as leitoras brasileiras no Wattpad ou Instagram, aqui está a tradução perfeita com os termos que elas mais buscam (como CEO, Bilionário, Segredos): "Avy, uma jovem marcada pela solidão e pela adversidade, encontra seu único refúgio na rotina de um café londrino, onde trabalha com uma timidez que esconde um grande coração. Cada manhã, sua vida se ilumina com a presença de Ethan, um cliente cordial com quem forja uma amizade pura e inesperada. Mas a conexão que cresce nesse humilde lugar, por trás do uniforme preto de Avy, baseia-se em uma mentira dolorosa. Ethan escondeu um segredo monumental: ele é o herdeiro de uma imensa fortuna, temendo que a verdade afastasse a simples Avy. Quando o engano é exposto, a traição fere Avy profundamente. Acreditando que tudo não passou de uma farsa, ela decide fugir completamente, abandonando seu trabalho e seu lar para se perder entre Londres e Manchester. Ethan, consumido pelo arrependimento, precisa enfrentar as consequências devastadoras do seu medo. Mas sua busca desesperada para recuperá-la revelará uma verdade inescapável: o encontro deles não foi coincidência, mas obedece a um propósito muito maior do que uma simples história de amor."
Ler maisCAPÍTULO UM: EM CASA ME ESPERA A SOLIDÃO
Avy Taylor Faz exatamente um ano que fiquei completamente sozinha no mundo. Primeiro foi meu pai, que morreu de um infarto fulminante. Poucos meses depois, minha mãe o seguiu. Ela se deixou levar pela saudade, pela tristeza e, talvez, pela solidão de ter perdido seu companheiro. A saúde dela também não ajudava; a diabetes vivia descontrolada e os remédios nunca faziam o efeito que os médicos esperavam. E, do nada, ela teve um coma diabético que a levou embora. Desde então, moro sozinha num pequeno quarto simples. Tenho o básico, sim: uma cama para dormir e um fogão elétrico para fazer algo rápido. Do resto, me falta quase tudo. Sonho com uma sala onde eu possa me sentar para jantar, um sofá confortável para descansar ou me jogar quando voltar do trabalho exausta. Olho ao redor e agradeço pelo pouco que tenho. Com meu novo emprego, pretendo comprar aos poucos o que ainda me falta. Precisei vender quase tudo para pagar as dívidas. Duas mortes seguidas quase me deixaram na rua. «Nem ao menos tenho uma casa de verdade», penso, sentindo uma pontada forte de tristeza apertar meu peito. Saio de debaixo das cobertas com esforço. Toda vez que me lembro dos meus pais, a tristeza me invade, mas me obrigo a levantar, por mim e pelo meu futuro. Calço as pantufas, que já estão bem gastas. «Preciso comprar umas novas», penso enquanto sigo direto para o banheiro tomar banho. Deixo a roupa de lado e entro no pequeno box. O espaço é apertado. A água cai gelada sobre meu corpo. Minha pele se arrepia imediatamente com a temperatura fria. — Meu Deus, como está gelada hoje! — reclamo, tremendo e me abraçando. Saio enrolada na toalha e escovo os dentes rapidamente, tentando não deixar o frio roubar meu ânimo. Não tenho muitas opções no meu pequeno armário. Escolho a calça jeans azul, que é a menos desgastada, e uma blusa rosa clara de mangas curtas e decote. Visto-me depressa e prendo o cabelo num coque meio alto, deixando a franja cair sobre a testa. Não tenho tempo de fazer café, muito menos café da manhã. Pego minha bolsa, tranco a porta e saio. Caminho algumas quadras até o ponto de ônibus. Espero alguns minutos até ele chegar. Pago a passagem e suspiro, sabendo que minhas economias estão quase no fim. Mal posso esperar pelo primeiro salário. Subo no ônibus e me sento em silêncio. Ignoro os murmúrios dos outros passageiros, encosto a cabeça na janela e fico observando a cidade passar até chegar ao meu destino. Meu estômago se contrai de fome. Só quero chegar logo ao trabalho e matar esse apetite. Lembro que ontem só comi um pão com água. O ônibus para e eu desço. Caminho mais algumas quadras até o “Coffee Coffee”. Entro apressada, vou até a sala dos funcionários e troco de roupa, vestindo o uniforme. — Vamos, Avy, vem tomar café da manhã — diz minha colega Nicoll. Sorrio e aceno com a cabeça, porque a verdade é que eu já não aguentava mais de fome. Nicoll é a única pessoa com quem me sinto à vontade desde que comecei aqui. Com ela não sinto aqueles olhares de pena ou julgamento. — Está delicioso — falo com um sorriso sincero. Sinto uma satisfação enorme e as energias voltando para começar o dia. Sexta-feira é sempre o dia mais movimentado no café. — É o de sempre — comenta Nicoll, dando de ombros. É verdade, comemos a mesma coisa todos os dias, mas com fome tudo fica mais gostoso. Não respondo e continuo comendo até limpar o prato. — Toma, come isso também — ela me oferece um croissant. — Tem certeza? — pergunto, hesitante. Ela sorri e confirma. Aceito e como também, ficando bem cheia. Nos levantamos e saímos da sala. No corredor encontramos nosso supervisor, Joel. — Avy e Nicoll — ele nos chama —, vocês vão ficar na entrada principal hoje, porque as outras meninas não conseguiram vir. Olho de canto para Nicoll e confirmo com a cabeça. É a primeira vez que vou atender nessa área. Vejo nisso uma oportunidade de me destacar e ganhar um pouco mais. Comecei atrás do balcão e hoje já sou atendente de salão. Vejo Nicoll abrir a porta de vidro para os clientes que esperavam do lado de fora. Logo avisto uma senhora se sentando. É minha chance. Aproximo-me com um sorriso cordial. — Bom dia, senhora — digo com voz suave e um sorriso gentil. — O que deseja pedir? Ela responde educadamente: um café com leite e tiramisu para consumir aqui, e um croissant com cappuccino para viagem. Digo que volto logo e vou preparar o pedido. Decido anotar todos os pedidos com o número da mesa para não me confundir. Funciona bem. Faço as entregas sem muita demora. A manhã passa voando. Entrada e saída constante de clientes. No começo me senti um pouco sobrecarregada, achando que não daria conta sozinha, mas aconteceu o contrário: os clientes foram educados e consegui me sair bem. — Parabéns, Avy — diz Joel ao se aproximar do balcão. — Achei que ia ter que te ajudar. — Obrigada — respondo timidamente, sentindo o rosto corar. Não estou acostumada a elogios. É uma sensação boa e estranha ao mesmo tempo. Isso me dá mais ânimo. A manhã segue sem parar. É cansativo, mas gosto. O tempo passa mais rápido assim e, no final, vale a pena. Chega o meio-dia e ainda não consigo almoçar. «Ainda bem que comi bastante de manhã», penso, porque o movimento não dá trégua até o segundo turno chegar. Nicoll e eu suspiramos ao mesmo tempo. Olhamos uma para a outra e caímos na risada baixinho. Almoçamos em silêncio, tentando não devorar a comida. — Quero agradecer a vocês duas pelo ótimo trabalho de hoje — diz Joel, elogiando mais uma vez. — Foi uma manhã bem cheia. Será que conseguem ficar até o fechamento? Vamos pagar as horas extras, o transporte e o jantar. O que acham? — Eu fico — respondo sem hesitar. Em casa ninguém me espera. Só a solidão entre quatro paredes. Estou disposta a fazer tudo o que for preciso para conseguir seguir em frente.CAPÍTULO CINQUENTA E UM: ODEIE-ME, AME-MEEthanA história de Matthew me deixa em um transe momentâneo. Ouvi-lo de sua própria boca, tudo o que passou no passado entre ele e Alice... Descobrir seus filhos e saber que a mulher com quem esteve há anos é a mesma com quem o obrigaram a contrair um casamento forçado.Suspirei pelos desígnios da vida.Depois de terminar de conversar, nos unimos à sua família e à minha bonita. Não tirei os olhos dela; fui um completo descarado, confesso, mas ver esse corpo tão perfeito sob a diminuta peça do seu maiô é para não perder nenhum detalhe.O tempo se desvaneceu entre jogos e risadas. Os pequenos Matt e Aiden foram os que mais aproveitaram da água; insistiam com súplicas à mãe para que os soltasse e assim aprender a nadar. Alice, por supuesto, se negou; seu instinto protetor o impediu.Pensei que tinha visto de tudo na piscina com este par de apaixonados. Ver Matthew sendo pai, marido e todo um homem caseiro era algo que nunca imaginei; ao meu amig
CAPÍTULO CINQUENTA: FÉRIAS MERECIDAS (Parte I)EthanAvy percebe que está em cima de mim e se afasta como se eu fosse um bicho raro.— Desculpe — se desculpa com voz séria. Entendo que ela não está acostumada a esse tipo de viagens aéreas como nós estamos.Meu sorriso não desaparece; não é que eu esteja rindo dela, é que me faz graça sua reação. Viro o rosto para observá-la e noto que já está mais calma. Não respondo à sua desculpa porque não é necessário, mas o que não me passa despercebido é seu cenho franzido.«Nossa, como ela está brava... se vê linda», penso ao vê-la tão séria. Ela vira, me "mata" com o olhar e depois fixa a vista para a frente.Tudo mudou desde que a aeromoça colocou suas mãos sobre mim e me falou ao ouvido como se fosse um segredo; não era necessário que fizesse dessa forma. O fato é que minha bonita está brava e com ciúmes, e com razões óbvias.«Isso me satisfaz e me irrita ao mesmo tempo».Devo resolver esse pequeno detalhe e espero que o resultado seja satis
CAPÍTULO QUARENTA E NOVE: APRENDI COM MEU ERROEthan.Fazía muito tempo que não me sentía assim: feliz, com todas as letras da palavra.Não podia acreditar que a minha linda, a minha mulher de olhos castanhos, estivesse de volta. E foi exatamente aqui que a encontrei: na casa do meu amigo Matthew, sendo a babá dos filhos dele e empregada da sua esposa. O mundo é tão grande que, às vezes, se reduz quando menos esperamos. Os fios se movem, por vezes, contra nós, como um aprendizado que nos dá golpes — uns mais fortes do que outros —, e eu não fui a exceção. Aprendi com isso e, por essa razão, não penso em voltar a esconder nada na minha vida. Aprendi com o meu erro.Agora estou mais do que contente; é uma emoção de felicidade que não sei como dar um nome. Depois de tanto tempo de ausência e solidão, a minha Avy está de volta e não pretendo perder um só instante longe do seu lado.O seu rosto sereno me diz que ela está profundamente rendida. Continuo aqui, sob as sombras do quarto, conte
CAPÍTULO QUARENTA E OITO: É UM FATOAvy— Te extrañei tanto — confesso enquanto Ethan acaricia meu ombro e eu desenho círculos invisíveis sobre seu peito.— Como você conseguiu suportar tanto tempo longe de mim, Avy? — me pergunta com calma. — Quase enlouqueci sem você, sem saber onde te buscar — solta o ar invisível mas audível.— Não sei — respondo. — Nem eu mesma sei — digo com sinceridade.— Talvez tenha sido o emprego. Foi uma oportunidade quase imediata — declaro. — Ela me deu mais do que eu esperava e precisava. Alice estava grávida; a recepção em sua casa foi agradável. Me refugiei no meu trabalho, na companhia dela e ao ver que era útil para alguém mais. Depois chegaram os meninos; não havia tempo de pensar nem de sentir, mas à noite tudo doía uma e outra vez.Deixo de brincar com seu peito e levanto o olhar para encontrar o dele.— Ela me ajudou a estudar — esbocei um sorriso de gratidão. — Sou quem sou porque ela me ajudou a entrar na universidade e agora tenho um título un





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