O pátio da ONG estava cheio de risos, cores e movimento. Crianças correndo, papéis coloridos no varal improvisado, e o som suave de uma música infantil vindo de uma das salas. Anyellen estava encostada em uma das colunas, rindo de algo que o pai de uma das meninas dissera. Ela jogou os cabelos para o lado, rindo com liberdade. Sem aliança no dedo.
Foi aí que Miguel viu.
E sentiu.
O sangue ferveu de um jeito primitivo, como se algo dentro dele, que nem ele sabia nomear, tivesse sido invadido. E