As paredes do salão estavam vivas.
Não com tinta.
Mas com alma.
Cada quadro de Anyellen contava uma história que jamais coube inteira numa tela, mas mesmo assim, ela pintava.
Pintava porque precisava lembrar a si mesma que a dor também pode virar cor.
E porque, agora, sua arte não era mais sobre catarse.
Era sobre construção.
— Quantas bolsas já conseguimos? — ela perguntou, com os olhos fixos na tela de uma menina de olhos fundos e sorriso por vir.
— Cinquenta e duas. E contando. — respondeu