O dia começou com o calor do sol filtrando pelas janelas da ONG, como se o universo soubesse que algo estava prestes a incendiar mais do que o tempo. Anyellen caminhava pelos corredores com a prancheta de atividades na mão e a mente no que viu na noite anterior: Miguel, sozinho na sala, analisando documentos com a sobrancelha franzida e o maxilar trincado. Ele parecia carregar o peso de algo que ainda não tinha nome.
Ela não confiava plenamente nele. Mas também não conseguia afastá-lo.
E isso a