O sol ainda se escondia entre nuvens pálidas quando Anyellen atravessou o portão da ONG. O dia mal havia começado, e algo no ar estava fora do lugar. Ela sentiu o frio na espinha antes mesmo de ver os olhos que um dia juraram amor e agora carregavam outra coisa. Algo mais sombrio. Algo que latejava feito veneno: possessão.
Caio estava encostado no batente da entrada, com os braços cruzados e o sorriso torcido. Usava a mesma camisa de linho branca que costumava vestir nos almoços em família, com