VICTOR STERLING
Fechei a porta atrás de mim. O clique foi definitivo. O quarto cheirava a antisséptico e alguma coisa doce – o gosto de morte que hospitais têm, mesmo quando ninguém morreu ali ainda.
Eu conhecia bem esse cheiro. Vivia impregnado em mim.
Lucas estava na cama. O rosto ainda vermelho das lágrimas, os olhos inchados, o peito subindo e descendo rápido demais. O monitor cardíaco apitava no ritmo acelerado de quem acabou de gritar com a única pessoa que nunca o abandonou.
Quando me