O carro deslizava pelas ruas escuras.
Eu estava sentada no banco de trás, o rosto virado para a janela, a testa encostada no vidro frio. A cidade passava — luzes, prédios, árvores — mas eu não via nada. Só o rosto do Lucas. Pálido. Os olhos fechados. A respiração lenta.
Ele vai ficar bem, repeti para mim mesma. Ele vai ficar bem. O médico disse que a reação é normal. O corpo dele está se adaptando.
Mas o medo não ouvia razão. Ele ficava ali, instalado no fundo do meu peito, latejando a cada bat