Eu iria embora daquela cidade.
A frase ecoava na minha cabeça enquanto eu dobrava as camisetas do Lucas e as colocava dentro da mala velha. Uma mala azul, com uma roda quebrada, que tinha visto dias melhores. Como a gente.
Lucas, ainda a contragosto, aceitou.
Não foi um sim. Foi um "tá bom" dito com o olho cheio de lágrimas e o queixo trêmulo. Foi um "você manda" que mais parecia "você está me arrancando daqui". Mas ele aceitou. E nos últimos dias, nossa relação ainda não estava 100%.
Como pode