A lua errada não se escondia naquela noite.
Ela pairava acima da floresta como um olho aberto demais, grande demais, brilhando com uma intensidade que não pertencia a nenhuma fase conhecida. Não era cheia — e ainda assim iluminava como se fosse. Não era eclipse — e ainda assim carregava a sensação de algo fora do lugar, deslocado do tempo correto.
Sob sua luz, o círculo de pedra despertou.
Era antigo.
Mais antigo que a maioria das matilhas.
Mais antigo que Kael.
As pedras formavam um anel