Capítulo 30

Nada aconteceu.

E foi isso que tornou tudo mais perigoso.

A manhã nasceu como tantas outras no território da matilha de Kael. A luz atravessou as copas altas, filtrada por folhas antigas, pousando sobre a pedra e o musgo com a mesma suavidade de sempre. Os lobos seguiram suas rotinas — patrulhas se alternaram, caçadores retornaram com presas, vozes baixas se misturaram ao som constante da floresta viva.

Nada parecia fora do lugar.

Mas o mundo raramente anuncia quando decide mudar de eixo.

Líria acordou cedo, porque o corpo já não aceitava o repouso como antes. Havia nela uma vigília permanente, uma sensação estranha de que dormir era um luxo que não lhe pertencia mais.

Sentou-se devagar na cama de pedra e pele.

O primeiro gesto foi sempre o mesmo.

Os dedos tocaram o braço.

A marca estava lá.

Não ardia. Não doía. Não pulsava com urgência.

Brilhava.

Um brilho lunar constante, suave demais para chamar atenção à distância, intenso demais para ser ignorado por quem estivesse p
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