Capítulo 29

O círculo estava fechado.

Não de pedra — não apenas.

Mas de intenção.

Sete presenças ocupavam os assentos talhados na rocha ancestral, dispostos ao redor do fogo baixo que ardia sem lenha visível. As chamas não crepitavam. Apenas existiam, pálidas, azuladas, como se queimassem algo que não pertencia àquele mundo.

Acima deles, o céu permanecia errado.

A lua — grande demais, brilhante demais — pairava como um olho que se recusava a fechar.

Ysolda foi a primeira a falar.

— A lua não mente — disse, a voz tão fina quanto lâmina antiga. — Ela nunca mentiu.

Seu corpo parecia frágil, quase seco pelo tempo, mas a presença esmagava. Os cabelos completamente brancos caiam em tranças longas, marcadas por fios de couro ritual. Seus olhos, opacos à primeira vista, guardavam uma lucidez cruel.

— Ela está fora do tempo — completou Eryndor, inclinado à frente, as mãos marcadas por símbolos antigos repousando nos joelhos. — E isso só aconteceu três vezes desde que as matilhas aprenderam a se m
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