Líria escolheu errado.
Soube disso no instante em que o silêncio da floresta se ajustou à sua presença — não como acolhimento, mas como uma avaliação.
Não foi um silêncio vazio. Era vivo. Denso. Como se cada tronco, cada raiz exposta, cada sombra entre as folhas se inclinasse levemente para observá-la. A floresta não a expulsava. Tampouco a recebia. Apenas… media. Pesava. Comparava o que ela era agora com o que jamais deveria ter sido.
As fronteiras humanas não eram apenas linhas invisíveis