Roz não se escondeu.
Kael sentiu o rastro dela antes mesmo de vê-la — não apenas o cheiro, mas a intenção. Era como uma lâmina deslizando pela mente da matilha, afiada demais para ser ignorada. Ele a encontrou perto do limite das pedras antigas, onde o terreno começava a se inclinar para a floresta mais densa, longe do círculo, longe de olhos curiosos, mas ainda dentro do território onde desafios eram resolvidos sem testemunhas.
Ela estava em forma humana.
Os cabelos vermelhos caíam soltos pelas costas, brilhando sob a luz errada da lua, como se cada fio tivesse sido tocado pelo fogo. O corpo era esguio, flexível, moldado não para impacto bruto, mas para precisão. Roz nunca foi a mais forte — e nunca precisou ser. Seu poder não estava nos músculos. Estava na forma como observava. Como esperava. Como sabia exatamente quando avançar.
Ela sorriu quando o sentiu se aproximar.
— Veio cedo, meu alfa — disse, sem se virar. A voz era macia demais para o que carregava por dentro. — Achei