A primeira coisa que Kael sentiu quando a contenção se rompeu foi o silêncio.
Não o silêncio comum — aquele que acompanha a floresta ou o amanhecer.
Mas um silêncio interno, profundo, quase ensurdecedor, como se algo que gritava dentro dele há dias tivesse sido abruptamente arrancado.
O ar entrou em seus pulmões sem resistência.
O lobo, que vinha se debatendo contra correntes invisíveis, aquietou-se num instante perigoso demais para ser chamado de paz.
Livre.
Não era alívio completo.
Era expectativa.
A presença do Conselho se fez sentir antes mesmo de qualquer palavra ser dita.
Kael estava de pé, do lado de fora da construção central, quando a pressão mudou. Não houve aviso sonoro, não houve chegada visível. Apenas o peso antigo — ritualístico — de uma decisão sendo tomada à distância.
E então, a contenção cedeu.
Não se dissolveu suavemente.
Foi retirada.
Como uma mão que se afasta do pescoço depois de segurar por tempo demais.
Kael fechou os olhos por um segundo, sentin