A primeira coisa que Kael sentiu quando a contenção se rompeu foi o silêncio.
Não o silêncio comum — aquele que acompanha a floresta ou o amanhecer.
Mas um silêncio interno, profundo, quase ensurdecedor, como se algo que gritava dentro dele há dias tivesse sido abruptamente arrancado.
O ar entrou em seus pulmões sem resistência.
O lobo, que vinha se debatendo contra correntes invisíveis, aquietou-se num instante perigoso demais para ser chamado de paz.
Livre.
Não era alívio completo.
Era