A lua ainda estava errada.
Não havia outro termo.
Ela pairava sobre a floresta como algo deslocado do próprio céu — grande demais, branca demais, viva demais para uma noite que não deveria comportá-la. Não era lua cheia. Não ainda. Mas brilhava com uma intensidade que fazia a pele arder, como se estivesse perto demais da terra.
Kael sentia isso nos ossos.
Desde o instante em que cruzara os limites invisíveis impostos pelo Conselho, algo dentro dele permanecia em alerta constante, um rosnado