A chuva caía fina sobre Londres quando Arthur acordou antes do despertador. Não foi o barulho do celular, nem o movimento da rua que o tirou da cama — foi uma urgência interna. Uma inquietação que latejava desde a noite anterior, desde o momento em que terminara de ler a resposta de Helena.
Ela não pedia nada. Não exigia.
E por isso mesmo… tudo doía mais.
Levantou-se em silêncio, atravessou a cobertura ainda escura e acendeu apenas o abajur da sala. As duas cartas estavam ali, ao lado do laptop