A noite em Lisboa havia descido silenciosa, como se o mundo inteiro estivesse num compasso de espera. As luzes dos postes acesos refletiam nas calçadas úmidas, e uma brisa fria entrava pelas frestas da janela do meu quarto. Helena não se cobriu. Ficou ali, sentada na cama com o notebook sobre as pernas, encarando a tela em branco.
O e-mail de Arthur ainda pulsava dentro dela como se fosse ontem. Mas já fazia três dias.
Ela soube, desde o momento em que clicou para abrir, que não era uma despedi