A cidade acordava devagar. Lisboa amanhecia com o céu limpo e uma brisa fresca cortando as ladeiras já douradas pelo sol. Arthur saiu do táxi com a mala pequena na mão. Não trouxe muita coisa. Só o necessário. Ou talvez nem isso. Não sabia quanto tempo ficaria. Não sabia o que encontraria.
Parou diante do portão baixo da casa.
Era uma casa simples, de dois andares, com cortinas rendadas nas janelas e vasos de manjericão pendurados na varanda. A fachada descascava em alguns pontos, como se o tem