Helena entrou no flat com o coração disparado.
A chave tremeu na mão ao girar na fechadura.
Quando a porta se fechou atrás dela, a solidão pareceu ainda mais densa do que nas outras noites.
Ela largou a bolsa no chão.
Ficou parada por alguns segundos, respirando fundo, como se precisasse convencer a si mesma de que era forte o bastante para atravessar aquele momento.
Mas parte dela sabia que não era.
Não mais.
Ela caminhou até a cozinha, pegou um copo d’água e apoiou as mãos na bancada fria.
O