Por um tempo que Helena não saberia contar, ficaram apenas assim: imóveis no sofá, o corpo dela encaixado no dele, como se aquele espaço pequeno fosse o único lugar seguro no mundo.
O braço de Arthur envolvia seus ombros num abraço que não exigia nada.
Só oferecia presença.
Ela sentia o calor dele atravessar a lã do próprio suéter, um calor calmo que não pedia pressa.
O cheiro discreto do perfume dele misturado ao cheiro da rua — a chuva que ainda se agarrava ao tecido do casaco — parecia um de