O sábado amanheceu cinzento, como se Londres também não tivesse dormido.
Helena acordou no sofá, encolhida debaixo de uma manta que nem lembrava de ter puxado.
A carta do pai ainda estava sobre a mesa, a caligrafia dele ainda pulsando na memória como um eco que doía.
Ela estendeu a mão e tocou o papel, sentindo a respiração falhar.
Por um instante, quase desejou ter deixado o envelope fechado.
Era mais fácil acreditar que sabia quem era o vilão.
Mais fácil sustentar o ódio do que encarar a culp