No sábado de manhã, Helena acordou com a luz pálida filtrando pelas cortinas. Por um instante, esqueceu onde estava. O quarto parecia silencioso demais, como se a cidade inteira houvesse desaparecido durante a noite.
Quando a memória voltou, trouxe junto o peso do envelope trancado na estante, as últimas conversas com Arthur, o vazio que havia tomado o lugar da raiva.
Ela se virou na cama e puxou o cobertor até o queixo. Fechou os olhos, como se pudesse se esconder por mais alguns minutos.
Mas