Na manhã seguinte, Helena acordou antes do despertador. Por alguns minutos, ficou deitada, olhando o teto branco iluminado pela claridade cinzenta da madrugada. O corpo parecia pesado. A mente, exausta.
Ela não dormira mais do que duas horas.
A carta — aquela maldita carta — não saía da cabeça.
As palavras do pai rodavam num ciclo incessante, uma confissão que desmontava tudo que ela acreditara.
Quando finalmente se levantou, sentiu o frio do chão nos pés descalços. Caminhou até o banheiro, lig