Arthur estava sentado na poltrona de couro junto à estante, a penumbra da cobertura se misturando ao último azul da noite. O silêncio era tão absoluto que chegava a zumbir nos ouvidos, como um lembrete de que, mesmo com tudo, ele continuava só.
Tentara distrair a mente com relatórios. Passara horas conferindo cláusulas contratuais, revisando projeções financeiras, respondendo e-mails que não tinham urgência nenhuma. Mas nada bastava.
Porque, no fundo, havia apenas uma imagem fixa na cabeça: Hel