E foi aí que a vergonha veio como uma onda avassaladora. Porque não era só dor que eu sentia. O meu corpo reagira. Eu tinha reagido. Meu peito arfava ainda com lembranças do momento, e eu odiava cada fibra de mim mesma por isso. Porque se Deus me livre ele continuasse eu o deixaria. Eu iria até o final.
— Maldita… — sussurrei para o espelho, os olhos marejados. — O que há de errado com você, Isabel?
A água corria, abafando meu murmúrio. Entrei no box e deixei que a água escaldante caísse sob