— Porque eu preciso — sussurrei, olhando bem dentro dos olhos dela. — Eu preciso acreditar que existe, pelo menos, um homem nesse mundo que não é como eles.
Ela balançou a cabeça, lágrimas começando a se formar nos olhos.
— Desculpa… — disse ela, dando um passo para trás — mas eu não posso…
Antes que ela terminasse, eu toquei de leve minha barriga, um gesto instintivo, quase imperceptível. Senti o peso do segredo que carregava, e minha voz saiu mais baixa, mais ferida:
— Eu sei de tudo o que você está passando, Emma. Eu também passei. — A minha voz saiu rouca, quase um sussurro quebrado. — E, por causa disso, eu sei o que vem depois. — Engoli em seco, sentindo a bile subir pela garganta. — Eu só estou viva porque Gregor me reclamou pra si… porque mulheres grávidas não sobrevivem aqui. — Um riso amargo escapou, mais um soluço de ódio do que qualquer outra coisa. — Engravidei no primeiro mês que cheguei nesse inferno. E sim, Gregor era o pai.
Por um instante, o silêncio se tornou