— Porque eu preciso — sussurrei, olhando bem dentro dos olhos dela. — Eu preciso acreditar que existe, pelo menos, um homem nesse mundo que não é como eles.
Ela balançou a cabeça, lágrimas começando a se formar nos olhos.
— Desculpa… — disse ela, dando um passo para trás — mas eu não posso…
Antes que ela terminasse, eu toquei de leve minha barriga, um gesto instintivo, quase imperceptível. Senti o peso do segredo que carregava, e minha voz saiu mais baixa, mais ferida:
— Eu sei de tudo o