— Então — comecei, a voz baixa, firme, cortando a música —, vamos direto ao ponto. Precisamos garantir que todas as mulheres dentro do monastério estejam seguras.
Vincent assentiu, duro. — Concordo. Mas me diga: por que você precisa desse remédio, se nosso plano é resgatá-las?
Meu aperto no peito se intensificou. — Isabel insistiu — murmurei, fixando meus olhos nele —. Ela queria que a Emma não carregasse uma vida dentro dela caso algo desse errado. Uma proteção mínima. Eu confio no plano, sei que vai dar certo, mas… — engoli seco —, precisamos levar em consideração o que ela pediu.
Vincent olhou para o bar, para os corpos se contorcendo sob a luz vermelha, antes de voltar o olhar para mim. — Entendi — disse, com respeito e pragmatismo. — Mesmo os melhores planos podem falhar. Você cobre a parte delas.
Segurei a embalagem com força, sentindo cada segundo pesar como se o destino de todas aquelas mulheres estivesse ali, nas minhas mãos. Cada respiração lembrava que estávamos lidand