Ele me segurou de novo, mas com um impulso final, consegui me soltar por completo. Empurrei-o com todas as minhas forças e corri para a porta. Cada passo era carregado de adrenalina, o coração batendo como se quisesse saltar do peito. A tensão que me prendia se transformou em movimento puro: correr, escapar, respirar.
E enquanto corria pelo corredor, o peso do que presenciei me esmagava, misturando repulsa e incredulidade, mas também uma certeza: eu precisava sair dali, não importava o quê. Cada respiração lembrava que eu estava viva, que ainda podia escolher escapar do que era totalmente errado.
***
Cheguei em casa como quem carrega uma tempestade dentro do peito. Cada passo no corredor parecia me afundar ainda mais em um pântano de emoções que não podia controlar. A porta se fechou com um estalo seco atrás de mim, e eu fiquei parada, encostada na madeira fria, segurando a bolsa contra o corpo como se ela pudesse me proteger de tudo o que sentia. Meu coração batia descompassado, e