Eu senti o nó na garganta subir. Me senti ridícula por não dizer nada. Eu queria xingar, gritar, comprar vinte sorvetes e jogar todos na cara dele. Mas não fiz nada. Porque eu sabia que, se eu começasse, ele ia virar tudo contra mim. Como sempre fazia. E a Laura… ela não merecia mais uma guerra hoje. Não depois daquele dia.
O resto do caminho foi um silêncio longo e desconfortável, só interrompido por comentários soltos da minha mãe, tentando fingir uma normalidade que nunca existiu.
— Foi