A campanha de reconstrução da Fundação Elena Andreadis ganhou manchetes discretas: doações, apoio a vítimas de corrupção, renomeação de ativos.
Mas nos bastidores, o verdadeiro trabalho era invisível — rastrear quem ainda respirava na sombra, quem ainda mantinha o legado corrupto vivo.
O sol da manhã se espalhava sobre os vinhedos da Toscana, dourando as folhas verdes-amareladas como se quisesse limpar o que outrora fora manchado.
Larissa se falou sozinha: não basta apagar o passado — é preciso confrontá-lo.
Ela voltou ao escritório improvisado que montaram na ala da casa: a lareira apagada, pilhas de documentos e a luz fraca de um laptop com a tela aberta no relatório de vigilância.
— “Dimitris Karalis” aparece em seis transações suspeitas entre 2023 e 2025. — disse Alexis, apontando para a tela. — Ele está ligado à antiga Mediterra Holdings, aos estaleiros da família Andreadis, e parece ter assumido parte da rede de Andreas.
Niko espiou por cima do ombro, o rosto endurecido.
— Então