A manhã estava fria, com aquele silêncio pesado que só quem precisa tomar decisões importantes conhece. Eu olhei para Aurora, ainda dormindo no berço, e senti o aperto no peito que vinha acompanhado de alívio e medo ao mesmo tempo.
Arthur entrou na cozinha, o cabelo bagunçado, o olhar ainda carregado de preocupação. Segurava uma xícara de café como se precisasse de coragem para começar o dia.
— Helena… você já tomou café?
Respirei fundo, tentando manter a calma. — Arthur, não é sobre café.