Meses depois
O sol da tarde entrava pelas janelas do apartamento, iluminando o quarto da Aurora com uma luz dourada e quente. Ela já estava maior, sentava no tapete com as perninhas cruzadas, rindo e tentando agarrar os brinquedos que espalhei à sua frente. Cada gargalhada dela era música, e eu não conseguia deixar de sorrir.
Arthur estava encostado na porta, observando. Havia uma mistura de orgulho e ternura no olhar dele, a mesma intensidade de sempre, mas agora mais leve, mais serena.
— Olha