Os primeiros dias na mansão foram sufocantes. Cada olhar dos empregados parecia um julgamento silencioso. Eles se curvavam, sorriam educadamente, mas eu sentia — não pertencíamos ao mesmo mundo. E por mais que tentasse agir naturalmente, eu sabia: eles me viam como intrusa.
Arthur não facilitava. Sentou-se comigo no escritório, uma pasta nas mãos, e começou a falar como se estivesse em uma reunião de negócios.
— Aqui as coisas funcionam com ordem. Horários de refeições são pontuais, jantares f