Os dias se arrastavam como um castigo. Amélia acordava todos os dias com a mesma sensação de vazio no peito, mesmo tendo ao seu lado o homem que amava. Maxim a possuía todas as noites, com um sexo intenso, brutal, quase como se quisesse reafirmar sua posse sobre ela. E, ainda assim, quando o prazer se dissipava, restava apenas o gelo.
Ele virava de costas, apagava o cigarro no cinzeiro e deixava o silêncio ocupar o quarto. Amélia, muitas vezes, chorava baixinho, abraçada ao travesseiro, tentand