Amélia
O sol já invadia o céu com uma luz forte e dourada quando Laís empurrou a porta do alojamento com força. Os sapatos nas mãos, o vestido amarrotado, o rosto pálido. Seus passos eram rápidos, decididos. O batimento acelerado ecoava no peito como um alarme insistente.
Ela não dormira. Não depois do que descobrira.
Subiu as escadas sem respirar, entrou no pequeno quarto compartilhado e correu até a cama de Amélia, onde a amiga ainda dormia, encolhida, os cabelos emaranhados e a respiração