Onde o tempo prende o coração.
NORMAN PAIXÃO CASSANI
O bunker cheirava a metal e solidão.
No início, eu tentava me convencer de que era seguro — que aquelas paredes me protegiam, não me aprisionavam. Mas o silêncio começava a machucar.
Os sons eram sempre os mesmos: os passos firmes de André, as teclas rápidas de Ravi e o eco distante de um gerador que nunca descansava.
Caminhei descalça pelo corredor estreito, o chão frio sob os pés, e pensei em Leo.
Queria ouvir a voz dele. Queria acreditar