Quando o silêncio grita mais alto que a guerra.
ANDRÉ MARTINS
O bunker parecia engolir o som.
As paredes de aço eram frias, o ar-condicionado sussurrava baixo, e cada passo ecoava como se o chão reclamasse da presença humana. Eu caminhava pelo corredor principal, o fuzil pendendo no ombro, mas o peso que realmente sentia era outro — o de manter o controle.
O de manter distância dela.
Norman estava ali há apenas dois dias, e já parecia mais viva do que todo o concreto ao redor. Às vezes eu a ou