Sheik Rashid Al-Jamil
O bilhete de Luna era uma afronta. Curto, direto, profissional. Nenhuma menção à noite anterior, nenhuma desculpa pela bebedeira, nenhuma palavra sobre Lucca. Apenas a confirmação de que ela estaria pronta para a reunião de negócios às dez.
Eu estava no meu *hammam* privado, a água quente e o vapor tentando acalmar a febre que ela havia acendido em mim. Não funcionava. A imagem dela, vulnerável em meus braços, chamando por outro homem, me consumia.
Eu a queria. Não apenas o corpo, mas a alma indomável que ela escondia sob a armadura de perfumista. Eu a queria rendida, implorando por mim.
Eu saí do *hammam*, o corpo nu e forte, e me dirigi ao meu *closet*. Eu precisava de algo que a lembrasse de quem eu era. Eu escolhi um *dishdasha* branco, impecável, e um *ghutra* vermelho e branco. O uniforme do poder.
O *tablet* vibrou. Era minha mãe. Meu estômago se revirou.
— Mãe — eu disse, a voz seca, sem a formalidade que ela exigia.
— Rashid. Você está me ignorando. O co